NDC evolui, mas mudanças após a emissão seguem mais complexas
Emissões evoluíram, porém alterações depois da compra ainda podem depender de processos manuais
O NDC nas viagens corporativas já está consolidado como uma nova forma de distribuição aérea. Embora a emissão funcione de maneira satisfatória em grande parte dos casos, trocas, reembolsos e mudanças de reserva ainda exigem intervenção manual em diferentes situações.
O tema foi discutido em um encontro promovido pelo TMG, que reuniu companhias aéreas, TMCs e plataformas de reservas. Segundo os participantes, um dos principais desafios está na integração entre sistemas que evoluem em ritmos diferentes e precisam conviver com múltiplos canais de distribuição.
Wender Fonseca, diretor de Operações da Maringá Turismo, destacou que o ambiente corporativo envolve políticas internas, aprovações e acordos comerciais que tornam o atendimento mais complexo. Juliana Costa, diretora de Vendas da Lemontech, reforçou que a evolução precisa acontecer de forma conjunta entre os diferentes participantes da operação.
Na prática, a análise não deve ficar restrita à tarifa encontrada no momento da emissão. Antes da compra, a empresa também precisa considerar como eventuais alterações serão conduzidas e qual suporte estará disponível caso o itinerário mude.
Com isso, o avanço do NDC nas viagens corporativas depende tanto da tecnologia quanto da capacidade de sustentar o atendimento depois da emissão.
Fonte: PANROTAS
Europa opera com margem reduzida nos estoques de combustível

Abastecimento segue mantido, mas dependência de importações aumenta a exposição do setor
A Europa dispõe de menos de 30 dias de reservas de combustível de aviação, segundo análise citada pelo Brasilturis. O continente segue abastecido, mas a dependência de importações amplia a exposição a interrupções nas rotas ligadas ao Oriente Médio.
No início de junho, os estoques europeus somavam cerca de 38 milhões de barris. Apesar da margem reduzida, o volume provisório de querosene de aviação estava 10% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, enquanto a produção das refinarias havia crescido 30%.
Para sustentar o abastecimento, a Europa ampliou as compras de países como Canadá, Estados Unidos e Nigéria. Em junho, as importações chegaram a aproximadamente 673 mil barris por dia, maior volume desde outubro de 2025. (Brasilturis)
Ainda não há indicação de falta de combustível nos aeroportos. No entanto, uma redução na oferta pode pressionar custos e provocar ajustes operacionais, especialmente em rotas com menor margem para reorganização.
Para empresas com viagens previstas para a Europa, o cenário recomenda acompanhamento das tarifas e da malha antes da emissão, principalmente quando o compromisso possui pouca flexibilidade de datas.
Fonte: Brasilturis