Maringá Travel News – Novas regras da aviação mudam Congonhas, GRU e embarques


Autorização vale apenas para operações programadas que enfrentem eventos climáticos ou problemas de maior impacto

As novas regras da aviação permitem que o Aeroporto de Congonhas conclua operações depois das 23h em situações excepcionais. A Anac aprovou o pedido apresentado pelas companhias aéreas para atender voos afetados por contingências sistêmicas.

A medida contempla somente voos previamente programados. Portanto, ela não amplia o horário regular do aeroporto, que continua funcionando entre 6h e 23h nos dias sem intercorrências. A autorização poderá ser usada, por exemplo, quando um temporal ou um problema operacional de grande proporção afetar diversos voos ao mesmo tempo.

Na prática, a extensão pode permitir que passageiros concluam viagens que terminariam canceladas por causa do fechamento do aeroporto. Além disso, a decisão busca reduzir o efeito em cadeia que uma interrupção pode provocar na malha aérea, com aeronaves e tripulações fora das posições previstas.

Ainda assim, a autorização não garante que todo voo atrasado partirá depois das 23h. As companhias precisarão avaliar as condições operacionais de cada situação. Por isso, o viajante deve acompanhar o status do voo e confirmar eventuais alterações antes de seguir para Congonhas.

Fonte: Brasilturis


Guarulhos deverá receber o primeiro sistema antidrones do país

Projeto busca reduzir interrupções causadas por equipamentos não autorizados nas proximidades das pistas

O Ministério de Portos e Aeroportos definiu as diretrizes para implantar um sistema antidrones no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O terminal será o primeiro do Brasil a adotar esse modelo de proteção.

A tecnologia deverá identificar, acompanhar e neutralizar drones que ofereçam risco às operações. A concessionária responsável por Guarulhos deverá adquirir os equipamentos e operar o sistema conforme os requisitos definidos pelas autoridades.

Além disso, a administração do aeroporto ficará responsável pela primeira resposta e pela comunicação do incidente. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo participará da definição das áreas protegidas e dos procedimentos para interromper ou retomar os voos.

A medida responde ao histórico de ocorrências com drones nas proximidades de Guarulhos. Quando um equipamento invade uma área restrita, o aeroporto pode suspender pousos e decolagens até eliminar o risco. Consequentemente, uma interrupção localizada pode gerar atrasos em outras rotas e conexões.

No entanto, a definição das diretrizes não significa que o sistema já esteja funcionando. A instalação ainda depende das etapas técnicas e contratuais. Até a conclusão do processo, passageiros com voos por Guarulhos devem continuar acompanhando os canais oficiais em caso de mudanças inesperadas na operação.

Fonte: Panrotas e CNN Brasil

Passageiro indisciplinado pode ficar até 12 meses sem voar

Regulamentação prevê multas e suspensão de embarque para infrações graves ou gravíssimas

Passageiros que cometerem infrações graves ou gravíssimas poderão receber multa de até R$ 17,5 mil. Além disso, a Anac poderá impedir o embarque em voos domésticos por seis ou 12 meses, conforme a gravidade da conduta.

A regulamentação entrou em vigor em 14 de setembro. As autoridades poderão aplicar as medidas em casos como agressões, ameaças, tentativa de fumar a bordo, importunação sexual ou tentativa de acessar a cabine de comando.

Os números ajudam a dimensionar o problema. Segundo dados apresentados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas, o país registrou 1.019 ocorrências em 2023 e 1.061 em 2024. Em 2025, o total chegou a 1.764 casos, o que representa crescimento de aproximadamente 66% em um ano.

As companhias deverão conduzir um processo administrativo antes de aplicar a suspensão. Dessa forma, o passageiro receberá informações sobre a acusação e poderá apresentar sua defesa. O compartilhamento dos registros entre as empresas será necessário para impedir novas emissões durante o período da penalidade.

Casos de indisciplina podem atrasar a partida, obrigar a aeronave a retornar ao portão ou provocar um pouso intermediário. Portanto, o efeito não se limita à pessoa envolvida e pode comprometer compromissos e conexões de todos a bordo.

Nesse cenário, as novas regras da aviação reforçam a necessidade de seguir as orientações das equipes no aeroporto e durante o voo. Para empresas, também é importante orientar seus viajantes sobre condutas que podem comprometer o deslocamento e gerar custos adicionais.

Fonte: Brasilturis

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