Reforma tributária na aviação pode mudar tarifas e rotas
Estudo projeta aumento de 16,1% nas passagens nacionais
A reforma tributária na aviação pode elevar em 16,1% o preço das passagens domésticas, segundo um estudo da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta). A projeção considera a aplicação de uma alíquota-padrão estimada em 26,5% para a CBS e o IBS.
O levantamento também estima uma alta de 13,3% nas passagens internacionais. Como consequência, a demanda doméstica poderia recuar 21,1%. Esses números representam um cenário calculado pela entidade, portanto, não correspondem a reajustes já aplicados pelas companhias aéreas.
Além disso, a Alta avalia que uma possível redução da procura poderia levar as empresas a rever a capacidade oferecida. Nesse cenário, algumas rotas teriam menos frequências, enquanto projetos de expansão poderiam avançar em ritmo mais lento.
Para as empresas, a notícia recomenda atenção ao planejamento orçamentário dos próximos anos. Ainda não há efeito imediato sobre as viagens atuais, mas contratos, políticas de antecedência e projeções de despesas para 2027 podem considerar margens diferentes conforme a regulamentação avance.
Fonte: Brasilturis
Tributação gera alerta para a oferta internacional

Setor avalia que novos custos podem influenciar frequências e planos de expansão no Brasil
A discussão sobre a reforma tributária na aviação também alcança os voos internacionais. Pelas regras apresentadas pelo setor, o transporte internacional de passageiros poderia receber uma tributação de 14%, enquanto a alíquota aplicada ao transporte de cargas chegaria a 28% a partir de 2027.
Segundo as informações, o governo federal recebeu cerca de 30 manifestações contrárias à medida. Representantes de empresas internacionais também teriam relatado a suspensão de alguns planos de expansão no Brasil enquanto aguardam uma definição sobre o modelo tributário.
Outro ponto envolve a emissão de documentos eletrônicos para rastrear as vendas. A questão ganha relevância porque aproximadamente 60% das passagens internacionais são comercializadas por agências localizadas fora do Brasil. Dessa forma, empresas estrangeiras também precisariam adaptar seus sistemas às exigências nacionais.
O Ministério de Portos e Aeroportos discute a possibilidade de aplicar alíquota zero nas operações com países que não tributam o transporte aéreo internacional. No entanto, essa alternativa ainda depende de negociação dentro do governo e pode exigir mudança legislativa.
Para o planejamento de viagens, o cenário não exige alteração imediata nas reservas. Ainda assim, empresas com agendas internacionais recorrentes devem acompanhar a regulamentação antes de fechar o orçamento de 2027. Caso as projeções se confirmem, a antecedência de compra e a comparação entre diferentes rotas poderão ganhar ainda mais peso.
Fonte: Brasilturis