Gol e Latam atualizam regras e tarifas referente a bagagem de mão

As principais companhias aéreas anunciaram novas regras para o transporte de bagagem de mão, surpreendendo passageiros e movimentando o setor de viagens. A partir deste mês, voos operados por Gol e Latam passam a adotar tarifas específicas para o embarque com malas de rodinhas, mesmo quando estas atendem aos padrões estabelecidos pela Anac.
A Gol foi a primeira empresa brasileira a comunicar oficialmente a cobrança, seguindo modelo já praticado pela Latam em algumas rotas internacionais. Na nova política, apenas um item pessoal, como mochila ou bolsa, poderá ser levado gratuitamente a bordo, desde que caiba sob o assento à frente e respeite o limite de 10 kg e dimensões máximas de 32 cm x 22 cm x 43 cm.
As malas de mão tradicionais, com até 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade, passam a ser consideradas itens tarifados, com valores que variam entre R$ 60 e R$ 160, conforme o trecho, a companhia e o momento da compra. Por enquanto, a cobrança é aplicada apenas em rotas internacionais específicas, como as que conectam o Galeão (RJ) a Montevidéu (Uruguai) e voos com origem no exterior, mas especialistas do setor acreditam que a mudança poderá se expandir gradualmente.
Confira a nova estrutura tarifária, que amplia as opções de escolha para cada perfil de passageiro:
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Tarifa Basic: inclui apenas um item pessoal gratuito, dentro dos limites de peso e medida determinados pela companhia;
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Bagagem de mão: passa a ser adquirida separadamente, com custo variável;
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Bagagem despachada: permanece disponível nas categorias superiores, com franquia de até 23 kg.
As companhias aéreas brasileiras reforçam a tendência global de flexibilizar tarifas e segmentar serviços, movimento que busca equilibrar competitividade e rentabilidade. Para o viajante corporativo, o cenário exige planejamento detalhado e leitura atenta das condições de cada tarifa antes da emissão dos bilhetes.
México retoma visto eletrônico para brasileiros

O governo do México oficializou o retorno do visto eletrônico para cidadãos brasileiros, com início previsto para 5 de fevereiro de 2026. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Federação (DOF) e representa um avanço importante na facilitação de entrada para turistas e viajantes de negócios do Brasil.
O novo decreto, assinado pela Secretária de Governo, Rosa Icela Rodríguez Velázquez, substitui o acordo anterior de novembro de 2021, que havia restabelecido a obrigatoriedade do visto físico em passaportes ordinários. Com a atualização, brasileiros poderão voltar a ingressar no México mediante autorização eletrônica, desde que na condição de visitantes sem fins remunerados.
De acordo com o texto publicado, o objetivo da medida é fortalecer o turismo e ampliar o intercâmbio comercial entre os dois países, recolocando o México em posição de destaque entre os destinos preferidos dos brasileiros. O retorno do modelo eletrônico também coincide com a preparação para a Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada em conjunto por México, Estados Unidos e Canadá.
O setor turístico mexicano celebrou a decisão, sobretudo nas regiões do Caribe, Cancún e Riviera Maya, que registraram retração significativa no fluxo de viajantes do Brasil desde a suspensão do visto eletrônico.
Vale destacar que portadores de visto válido para Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão ou países do espaço Schengen, bem como residentes permanentes nesses países ou na Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia e Peru), continuam isentos de visto mexicano, precisando apenas da Forma Migratória Múltipla (FMM) para entrada.
Até fevereiro de 2026, permanece em vigor o processo tradicional de solicitação de visto físico junto às embaixadas e consulados do México.