IA nos hotéis transforma tarefas e preserva decisões humanas
Tecnologia avança nas atividades repetitivas, mas o atendimento humano continua necessário para resolver exceções durante a hospedagem
A IA nos hotéis tende a assumir uma parcela maior das tarefas repetitivas, como consultas de disponibilidade e etapas simples do atendimento. No entanto, profissionais continuam necessários para analisar situações específicas e tomar decisões quando a tecnologia não consegue oferecer uma resposta adequada.
O tema marcou a abertura do VIII Fórum Nacional da Hotelaria, realizado em São Paulo pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil. Durante o encontro, o especialista Gil Giardelli afirmou que a inteligência artificial já modifica a forma de trabalhar em diferentes setores. Segundo ele, as empresas devem usar a tecnologia para reduzir atividades de execução, enquanto as pessoas concentram esforços na resolução de problemas.
Os dados apresentados no evento mostram a dimensão dessa transformação. As 29 redes associadas ao FOHB representam cerca de 100 mil unidades habitacionais. Além disso, elas comercializaram 22,4 milhões de diárias em 2026 e movimentaram R$ 10,3 bilhões. Até 2028, o grupo prevê a abertura de 135 hotéis, que acrescentarão 18.770 unidades habitacionais ao mercado.
O atendimento continua decisivo durante a hospedagem
Na prática, a IA pode agilizar etapas como pesquisa, reserva e check-in. Ainda assim, alterações de última hora e divergências de cobrança exigem análise individual. O mesmo ocorre quando o hóspede precisa mudar o período da estadia ou comunicar uma necessidade específica ao hotel.
Por isso, empresas não devem avaliar uma hospedagem apenas pela facilidade da reserva digital. Antes da contratação, vale verificar quais canais oferecem suporte e em quais horários o hotel mantém atendimento. Também é importante confirmar como o estabelecimento trata chegadas tardias, mudanças na reserva e solicitações feitas durante a estadia.
A IA nos hotéis pode reduzir o tempo gasto em processos simples. Porém, a tecnologia não substitui uma equipe preparada para agir quando algo foge do previsto. Para o planejamento de viagens corporativas, o melhor cenário combina recursos digitais que facilitem a rotina com profissionais disponíveis para resolver situações que possam comprometer a agenda do viajante.
Fonte: Hotelier News