QAV em alta exige mais planejamento nas viagens a trabalho
Cenário pressiona tarifas e exige decisões mais cuidadosas das empresas
Segue sendo discutido os impactos da alta do QAV nas viagens corporativas. O encontro reuniu representantes da ALEGEV, da Gol e do Grupo Kontik, com foco nos reflexos do combustível de aviação sobre os custos e na forma como as empresas podem responder a esse cenário.
Na prática, o tema entra no planejamento porque o combustível representa uma parte importante do custo operacional das companhias aéreas. Segundo os especialistas, o QAV pode responder por uma fatia entre 20% e 30% desses custos, o que ajuda a explicar a pressão sobre tarifas e a necessidade de acompanhar o mercado com mais atenção.
Além disso, o debate reforçou que a alta não deve ser tratada como um movimento passageiro. O cenário envolve volatilidade do petróleo, câmbio e mudanças tributárias previstas para os próximos anos. Por isso, apenas reduzir viagens pode não ser a melhor resposta para empresas que dependem de deslocamentos para atender clientes, fechar negócios ou manter equipes em operação.
Nesse contexto, o planejamento ganha peso. Comprar com mais antecedência, revisar políticas de viagens e entender quando uma tarifa mais flexível faz sentido pode evitar gastos maiores depois. Dessa forma, a gestão de viagens passa a depender menos de decisões tomadas em cima da hora e mais da leitura dos dados de compra, remarcação e comportamento dos viajantes.
Para empresas com alto volume de deslocamentos, o alerta é direto: o custo da viagem precisa ser acompanhado antes da emissão. Diante desse cenário, olhar apenas para o preço final da passagem pode limitar a análise. O mais importante é entender como cada decisão de compra impacta o orçamento e a rotina de quem viaja.
Fonte: Panrotas