Menos telas, mais silêncio: o que pesa na escolha da hospedagem
Busca por desconexão muda os critérios usados na reserva
A hotelaria de bem-estar entra no radar de viajantes que desejam reduzir o ritmo durante as férias. Nos últimos 12 meses, as buscas por viagens para destinos de natureza, praias isoladas e locais associados ao descanso cresceram 42% entre os brasileiros, segundo levantamento divulgado pelo ecossistema Amo Promo. Com isso, a hospedagem deixa de ser apenas uma base para o roteiro e passa a influenciar diretamente a experiência.
O público entre 25 e 42 anos representa 68% dos viajantes identificados nesse perfil. Em vez de itinerários com muitas atividades, essas pessoas procuram silêncio e contato com a natureza. Além disso, parte delas pretende diminuir o uso de dispositivos digitais durante a estadia. Esse comportamento coloca aspectos como localização, áreas comuns e nível de ruído entre os critérios que merecem atenção antes da reserva.
No entanto, hotelaria de bem-estar não significa necessariamente ausência de tecnologia. Quem combina férias com compromissos profissionais, por exemplo, pode precisar de internet em períodos específicos. Por isso, o viajante deve verificar se a proposta de desconexão é opcional ou se a hospedagem apresenta limitações reais de sinal. Essa diferença evita que uma escolha feita para descansar crie problemas em uma reunião ou durante uma emergência.
A localização também exige análise. Hotéis próximos a áreas naturais podem demandar traslados mais longos, enquanto propriedades afastadas costumam ter horários próprios para refeições e atividades. Portanto, o planejamento deve considerar o tempo entre o aeroporto e a hospedagem. Também vale confirmar como funciona o acesso a serviços médicos, especialmente quando o destino fica longe dos centros urbanos.
Para empresas, essa tendência merece atenção em viagens de incentivo e em deslocamentos que permitem extensão para lazer. A hospedagem adequada depende do objetivo de cada trecho. Durante os compromissos profissionais, localização e estrutura de trabalho costumam pesar mais. Já no período de descanso, o viajante pode priorizar uma região mais tranquila. Dessa forma, separar as reservas pode oferecer uma experiência mais coerente sem comprometer a agenda da viagem.
Fonte: Mercado & Eventos e Ministério do Turismo