Tempo perdido no avião é maior reclamação entre viajantes corporativos

A jornada para chegar a um destino pode ser parte da aventura para viajantes de lazer, mas para aqueles que viajam constantemente a trabalho, pegar voos atrás de voos, principalmente os mais longos, pode ser exaustivo. Um estudo da Global Business Travel Association (GBTA) revelou que 60% dos viajantes a negócios acham o tempo gasto em trânsito irritante, e quase metade considera os layovers, as conexões com troca de avião e algumas horas de espera no aeroporto, desgastantes.

Realizado em parceria com a Sabre, o estudo, nomeado “Melhorando a Experiência do Viajante”, foi realizado em quatro regiões: América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e Europa. Baseado em uma pesquisa on-line com viajantes de negócios, além de entrevistas com TMCs e demais gerenciadores de viagens, o projeto consistiu em encontrar os pontos mais indesejados e negativos das viagens a trabalho, que podem ser melhorados.

Embora os resultados variem bastante de acordo com o local, a insatisfação mais comum registrada nas quatro regiões é exatamente o tempo desperdiçado em voos.

“Em última análise, aqueles que viajam querem economizar tempo sempre que possível, serem produtivos e terem uma experiência agradável ao realizar seus objetivos de negócios. Uma melhor compreensão dos desafios que os viajantes de negócios enfrentam pode ajudar as organizações a servi-los melhor, ao passo que trabalham para fornecer melhores ferramentas, recursos e políticas adequadas para o viajante”, afirmou o diretor executivo e COO da GBTA, Michael W. McCormick.

Segundo a GBTA, um elemento chave do relatório é o impacto indireto das viagens corporativas na satisfação do funcionário com o seu trabalho. A pesquisa acusa que 83% dos viajantes de negócios consideram que sua experiência durante as viagens afeta sua felicidade no emprego, “pelo menos um pouco”. Entre os millennials, o número sobe para 88%, elevando a importância de oferecer uma boa experiência para os viajantes, para mantê-los satisfeitos.

 

SOLUÇÕES
Os resultados da pesquisa sugerem que reservar voos diretos ou, ao menos, escolher passagens em horários menos incômodos, pode ser um caminho para melhorar a satisfação do viajante. Com base em alguns dos requisitos citados pelos viajantes, pode ser também uma boa opção os empregadores oferecerem voos em classe executiva ou em econômica premium, que oferecem maior conforto para os passageiros. Selecionar companhias aéreas ou de trem que ofereçam w-fi a bordo pode também ser um ponto positivo, além de tornar o tempo de voo produtivo, caso o viajante corporativo tenha que utilizar a internet para fins de trabalho.

INTEGRAÇÃO DE FUNCIONALIDADES EM UMA PLATAFORMA
Por fim, outro ponto destacado pelo presidente da Sabre Travel Network, Wade Jones, é a importância da integração de funcionalidades em uma única ferramenta.

“É crítico que consigamos organizar nossos recursos para a integração da tecnologia em uma plataforma sustentável e rica em dados, que suporte a experiência de viagens de negócios em todo o espectro de planejamento e reservas, assim facilitando o retorno das despesas ao final da viagem”, comentou Jones.

“Com avanços na tecnologia, os viajantes corporativos estão mais conectados do que nunca. Embora a tecnologia esteja lá, este relatório demonstra que ainda temos trabalho a fazer para tornar a viagem corporativa melhor, reduzindo a quantidade de aplicativos e ferramentas necessárias para organizar sua viagem, além de otimizar o compliance e reduzir os custos”, continuou o presidente da Sabre.

Criar caminhos para facilitar a vida do viajante corporativo não apenas criando novas ferramentas e aplicativos no celular, mas sendo capaz de interligá-los, foi um tema recentemente abordado, inclusive, pelo CEO da Argo Solutions, Alexandre Arruda.

“É a integração do ecossistema em si. Acreditamos que não é só uma ferramenta que vai resolver o problema do nosso cliente, mas várias, que devem ser integradas pensando em usabilidade, conciliação e consolidação de dados”, explicou Arruda em agosto, durante o Corporate Travel Forum, em São Paulo.

Fonte: Panrotas

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